
Parques de Curitiba
É inegável que os parques de Curitiba são um dos destaques turísticos da cidade: lindos e bem cuidados, fotogênicos e instagramáveis. Cada um com características únicas e praticamente todos de visitação gratuita. Claro que eles não poderiam ficar de fora do nosso roteiro!
A Capital paranaense é famosa pelo número de áreas verdes em seu entorno com muito espaço para caminhada e práticas ao ar livre, perfeitos para passeios românticos, em família ou amigos de todas as idades.
1. Jardim Botânico
Por que não começar nossa listinha de parques de Curitiba pelo atrativo mais visitado da cidade?
O Jardim Botânico é o cartão postal da capital do Paraná. O ponto alto do passeio é certamente a estufa de vidro inspirada no antigo Palácio de Cristal de Londres: nela estão abrigadas flores e plantas típicas. É possível entrar na estufa e conhecer o seu interior. Aliás, do segundo andar tem-se uma vista privilegiada dos jardins do parque.
Embora os visitantes tenham costume de entrar no parque e ir direto à estufa principal, o parque tem uma área total de 278 mil metros quadrados. É uma delícia passear sem pressa, se encantar com seus cantinhos fotogênicos e admirar os bichinhos que circulam livremente pelos gramados.
Os jardins geométricos do parque tem estilo Francês. Além disso e do bosque de mata nativa, o lugar abriga o Museu Botânico, com espécies que são referência nacional. O Museu ainda tem espaço para exposições, biblioteca e auditório.
Não deixem de visitar o Jardim das Sensações! O visitante percorre uma trilha de 200 metros, de olhos vendados, conhecendo com os demais sentidos plantas e algumas paisagens naturais. A experiência é muito interessante.
Do final de junho até meados de julho é o período em que florescem as cerejeiras do parque, deixando o visual ainda mais impressionante e encantador, se é que é possível.
Horário de Funcionamento:
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro: tem estacionamento no parque;
- Carro por app: R$13**;
- Transporte público: Expressos Centenário/Campo Comprido e Centenário/Rui Barbosa (Descer ao lado do Botânico)
Linha Cabral/Portão. Linha Alcides Munhoz (ponto Al.Dr.Muricy) (Descer em frente ao Jardim Botânico).
2. Bosque Alemão
O Bosque Alemão é uma antiga chácara com 38 mil m² de área, inaugurado em 1996 para homenagear a cultura e as tradições que os imigrantes alemães levaram para Curitiba a partir de 1833.
O bosque é formado por uma densa mata nativa e fica no bairro de Vista Alegre. O local também é conhecido como Jardim Schaffer, nome dado pela família Schaffer que antigamente era dona de uma famosa leiteria na região.

O bosque tem diversas construções, dentre elas, a réplica de uma antiga igreja presbiteriana que abriga uma sala de concertos musicais: o Oratório Bach.

As outras atrações são:
- Torre dos Filósofos, um mirante em madeira de onde se tem vista panorâmica da cidade e da Serra do Mar;
- Trilha de João e Maria que passa por dentro do bosque, embalando os visitantes na fantasia do conto dos irmãos Grimm;

- Casa Encantada (também conhecida como a Casa da Bruxa), onde acontece a “Hora do Conto”, em que bruxas e fadas encenam histórias infantis;

- Praça da Poesia Germânica, com a reprodução da fachada da Casa Mila, construção germânica do início do século, originalmente localizada no centro da cidade.
O destaque é sem dúvida a Praça da Poesia Germânica, onde a fachada da Casa Mila, cercada de jardins extremamente floridos, colorem um cenário impossível de não se apaixonar.
Horário de Funcionamento:
- Aberto diariamente das 8h às 20h;
- Visitação gratuita.
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro: é possível estacionar na rua;
- Carro por app: R$14**
3. Bosque Zaninelli e Universidade Livre do Meio Ambiente
A Universidade Livre do Meio Ambiente foi construída em meio ao verde do Bosque Zaninelli e fez de Curitiba a primeira cidade do mundo a manter um espaço de estudos e repasse de conhecimentos à população sobre meio ambiente e ecologia.


O visual da pedreira antigamente explorada pela família Zaninelli, impacta os visitantes na chegada, logo depois de uma curta trilha ecológica pelo bosque, feita sobre um deck de madeira, em meio a muita natureza. A pedreira, desativada em 1983, era utilizada para a exploração de granito. Foi isso que originou o paredão e o lago que compõem o belo cenário.

O projeto arquitetônico das salas de aula foi todo feito com materiais rústicos e representa na forma e nas cores os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar. Super legal, não é? A sede da Unilivre fica logo ao lado do lago. Suba a rampa de acesso às salas de aula e chegará a um mirante de 15 metros de altura com uma vista privilegiada!
Horário de Funcionamento:
- Diariamente;
- Visitação gratuita.
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro: tem estacionamento na entrada da Unilivre;
- Carro por app: R$15**
4. Parque Tanguá
O Parque Tanguá é um dos principais parques de Curitiba e faz parte do projeto de preservação do Rio Barigui, juntamente com os parques Tingui e Barigui. Inaugurado em 1996, fica na região norte da cidade, nos bairros de Pilarzinho e Taboão. Embora seja um pouco afastado da região central, vale muito a pena visitar!
O lugar é bem estruturado e muito lindo. Os destaques do parque são o Jardim Poty Lazzarotto, um mirante e duas pedreiras desativadas, unidas por um túnel artificial de 45 metros que pode ser atravessado a pé por uma passarela sobre a água.
Além disso o parque tem pista de cooper, ciclovia, lanchonete e um extenso gramado, perfeito para um piquenique. Por fim, o Tanguá é considerado um dos melhores locais para apreciar o pôr do sol em Curitiba. E nós garantimos: é realmente lindo!

Horário de Funcionamento:
- Diariamente;
- Visitação gratuita;
- Bistrô: diariamente das 9h às 21h.
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro: tem estacionamento;
- Carro por app: R$25**;
- Transporte Público: Convencional Nilo Peçanha (Travessa Nestor de Castro)
Bracatinga, Interbairros II, Primavera, Santa Felicidade – Santa Cândida.
5. Parque Tingui
Seu nome faz homenagem aos índios que habitavam a região. Criado em 1994, localiza-se na faixa de preservação junto ao Rio Barigui. O parque é lindo e parece bem grande, mas como não tínhamos muito tempo, passear pelo parque Tingui ficou para uma próxima oportunidade.

Isso porque, na verdade, o ponto alto do parque Tingui é a visita ao Memorial Ucraniano. Aliás, aposto que a maior parte das fotos que você já pode ter visto do parque Tingui, foram tiradas na área do memorial. No entanto, esta área não fica perto da entrada principal do parque – requer uma caminhada – e estão em duas paradas diferentes do ônibus da linha turismo (que estávamos usando na ocasião). Assim, decidimos ir direto ao Memorial e aproveitar o tempo que tínhamos lá.
O Memorial Ucraniano
Inaugurado em 1995, sua construção aconteceu como uma homenagem aos imigrantes que foram para a região no século XIX. As construções tem o estilo típico da arquitetura ucraniana e tornam esse cantinho único e pitoresco. A principal é a réplica da igreja ucraniana mais antiga do Brasil: a Igreja de São Miguel. A original está localizada em Mallet, no interior do Paraná.
No interior da igreja tem uma exposição de objetos típicos e informações históricas sobre os imigrantes. Além de ser um lugar lindo, a visita tem conteúdo histórico e cultural super relevantes. Vale a pena conhecer!
Horário de Funcionamento:
- Diariamente;
- Visitação gratuita.
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro: tem estacionamento;
- Carro por app: R$15**;
- Transporte Público: Convencional Raposo Tavares, Fredolin Wolf ou Júlio Graff (descer em frente ao parque).
6. Ópera de Arame e Pedreira Paulo Leminski
A Ópera de Arame não podia ficar de fora do nosso roteiro, já que é um dos símbolos emblemáticos de Curitiba. Hoje é um espaço cultural onde acontecem vários tipos de espetáculo – do popular ao clássico. Normalmente é possível visitar o interior do seu belo auditório em formato circular, que tem capacidade para acomodar 1.572 pessoas.
O lugar em si é lindo demais! A estrutura foi construída em uma antiga pedreira e faz parte do Parque das Pedreiras juntamente com o Espaço Cultural Paulo Leminski, onde acontecem grandes eventos a céu aberto.
A grande novidade da Ópera de Arame é o Vale da Música: um palco flutuante no lago do teatro onde acontecem apresentações de música ao vivo instrumental, durante o dia, para tornar o clima do lugar ainda mais agradável.
Horário de Funcionamento:
- Projeto Vale da Música: Terça a domingo das 10h às 19h;
- Entrada: R$10,00 inteira | R$5,00 meia (por pessoa);
- Às segundas-feiras a visitação é gratuita (não tem música).
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro por app: R$22**.
7. Passeio Público
O Passeio Público é o parque mais antigo de Curitiba. Inaugurado em 1886, era conhecido como jardim botânico e também já foi zoológico. Aliás, quem diria que o belo cenário surgiria a partir da primeira grande obra de saneamento da cidade, que transformou um terreno pantanoso em um amplo espaço de lazer?
Uma bela área verde bem no centro da cidade, com muitas espécies de árvores e dois lagos, um deles pode ser atravessado por uma ponte pênsil. Muito usado por curitibanos e visitantes para caminhadas, práticas de atividade ao ar livre, andar de patinetes elétricos e jogos como dama e dominó.
Outras atrações são o Terrário que abriga 40 animais, entre serpentes e lagartos de espécies exóticas e raras, vindas de diversas partes do mundo; e o Aquário que possui 30 variedades de peixes de rios e ornamentais da região amazônica e da África.
Recentemente revitalizado, o Passeio Público de Curitiba ganhou até um carrossel para o Natal de 2019. Mas o carrossel e a decoração de Natal ficaram no parque até 6 de janeiro de 2020.
Horário de Funcionamento:
Como chegar:
- Carro por app: R$12**;
- Transporte Público: Circular Centro (sentido anti-horário).
8. Parque Barigui
O parque foi criado em 1972, tem 1,4 milhão de m² e é refúgio de diversos animais. É um dos maiores parques da cidade e, certamente, o mais frequentado tanto por turistas, quanto pelos curitibanos, já que o lugar tem inúmeras opções de lazer. Só para terem uma ideia, no parque Barigui tem: churrasqueiras, quiosques, pistas de bicicross e aeromodelismo, quadras poliesportivas, equipamentos para ginástica, restaurante, Museu do Automóvel, Parque de Exposições e Centro de Convenções, Casa da Leitura Manoel Carlos Karam e Teatro da Maria Fumaça. Ou seja, diversão garantida para todos os públicos!
Infelizmente, não tivemos tempo de conhecer o Parque Barigui e registrar com as nossas próprias lentes, mas acreditamos que vale a pena incluir no roteiro pela cidade.

Foto: Michel Willian/SMCS
Fonte: Site Curta Curitiba
Horário de Funcionamento:
- Diariamente;
- Visitação gratuita.
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro por app: R$11**;
- Carro: tem estacionamento.
9. Torre da Oi
O atrativo é uma torre de telecomunicações que fica no bairro das Mercês. Foi inaugurada em 1991 e hoje pertence à Oi. Pelos seus 109,5 metros de altura, o mirante da torre propicia uma incrível visão 360º da capital paranaense.
Do alto do mirante, dá pra ver nitidamente o planejamento urbano de Curitiba. A vista panorâmica engloba também a Serra do Mar, a Escarpa Devoniana e arredores da cidade. O lugar é perfeito para admirar um fim de tarde!
A vista é linda e tem painéis que apontam em cada ângulo os pontos visíveis da cidade. Além disso tem também um mapa da cidade, com os principais atrativos turísticos em relevo no piso.
No térreo ainda tem o Museu do Telefone: uma exposição bem bacaninha sobre telefone e a evolução deste aparelho tão usado por nós. A coleção tem vários aparelhos que contam a evolução da telefonia, o Posto de Informações Turísticas e uma loja com produtos originais, artesanais e de design, que trazem a identidade e temas curitibanos.
Ingressos:
- Inteira R$ 6,00
- Meia entrada R$ 3,00 (Crianças de 05 à 09 anos; Idosos acima de 60 anos; Pessoas com deficiência; Estudantes com carteirinha; Professores com carteirinha; Doadores de sangue com carteirinha).
- Isento – Crianças menores de 5 anos
A venda do ingresso é realizada somente no local. Não existe venda online.
Horário de funcionamento:
Terça a domingo, das 10h às 19h.
- A venda de ingressos é feita apenas até às 18h30.
- Excepcionalmente, em dias de grande movimento, poderá ocorrer o fechamento antecipado.
Como chegar:
- Ônibus da Linha Turismo*;
- Carro por app: R$9,50**;
- Ônibus convencional São Bernardo ou Julio Graff (Praça Tiradentes) ou Convencional Santa Felicidade ou Jardim Itália (Travessa Nestor de Castro) e descer em frente ao supermercado Festival;
- Ligeirinho Santa Felicidade-Bairro Alto ou Inter 2: descer na estação tubo Mercês.
10. Praça Japão
A praça é um espaço público com área arborizada de 14 mil m², construída em homenagem aos imigrantes japoneses que chegaram a partir de 1910 e se radicaram dedicando-se à agricultura. O lugar segue a linha dos tradicionais jardins japoneses: tem lago de carpas, portal, cerimônia de chás e biblioteca. Inclusive a estátua do Buda na praça remete ao budismo, praticado por cerca de 55% dos japoneses.
Além disso, existem espalhadas pela praça 30 cerejeiras enviadas do Japão pelo Império Nipônico que normalmente florescem entre o fim de junho e início de julho. Dentro do memorial da Imigração Japonesa (charmosa casinha que fica na praça) tem lojinha de souvenir e outros objetos típicos.
Horário:
- Praça: diariamente
- Casa da Cultura: terça a domingo, das 9h às 18h
- Biblioteca Hideo Handa: de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h; sábados, das 09h às 13h (exceto feriados).
Como chegar:
- Expresso Santa Cândida/Capão Raso (Estação Central – Rua Pres. Faria). Descer na estação tubo Bento Viana, 1 quadra da Praça do Japão.
* Para saber mais sobre valores e pontos de parada do ônibus da Linha Turismo, clique aqui.
** As referências nos valores de carros por apps (Uber, 99 e similares) são apenas uma estimativa e tem por base o nosso local de hospedagem em Curitiba (maio/2019). Nós ficamos hospedados no Radisson Curitiba, um hotel perfeito e muito bem localizado no bairro Batel, ao lado do centro. Para saber tudo sobre o hotel e nossa experiência de hospedagem, leia aqui.